Atualmente, muito vem se falando na reforma tributária, que vai determinar mudanças na lei que determina impostos, taxas de contribuições tanto de pessoas jurídicas quanto físicas.
O intuito deveria ser de ajudar a economia do país a se reerguer. Contudo, o que era previsto para acontecer logo foi adiado pelo governo brasileiro.
Conheça algumas propostas da reforma tributária que ainda devem ser discutidas
PEC 45/2019 (CÂMARA)
A ideia é transformar cinco tipos de impostos em um só. Seriam reunidos os impostos:
- Imposto sobre produtos industrializados (IPI) – federal
- Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) – federal
- Contribuição para o financiamento da seguridade social (Cofins) – federal
- Imposto sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre prestações de Serviços (ICMS) – estadual
- Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) – municipal
A cobrança unificada seria feita por meio do imposto novo, chamado de Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A cobrança passa a ser uniforme no Brasil todo e as alíquotas passariam a ser determinadas exclusivamente pelos entes federativos.
Além disso, seria criado um imposto seletivo federal. Este, por sua vez, seria usado para serviços específicos como cigarros e bebidas alcoólicas, ou seja, itens que devem ter o consumo desestimulados. A sugestão passou pela pela CCJ da Câmara.
PEC 110/2019 (SENADO)
Enquanto a câmara quer reunir cinco tributos, o senado prefere reunir 9 tributos em um só imposto.
A proposta da PEC é transformar os seguintes impostos em dois:
- Imposto sobre produtos industrializados (IPI) – federal;
- Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) – federal;
- Contribuição para o financiamento da seguridade social (Cofins) – federal;
- Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços (ICMS) – estadual;
- Imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) – municipal;
- Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – federal;
- Programa de Formação do Patrimônio do Servidor (Pasep) – federal;
- Salário-Educação (contribuição social destinada ao financiamento de programas) – federal;
- Cide-Combustíveis (contribuição social destinado a investimento de infraestrutura de transporte) – federal.
Esses impostos seriam ,em parte, transformados em Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) e seriam estaduais. Além dele, teria o imposto sobre bens e serviços específicos (Imposto Seletivo) de competência federal. Esse seria cobrado de produtos como:
- petróleo e derivados;
- combustíveis e lubrificantes;
- cigarros;
- energia elétrica;
- serviços de telecomunicações.
Com a dificuldade de aprovação e com os problemas enfrentados pelo PSL, partido de Jair Bolsonaro, que está rachado, o governo pretende fatiar as mudanças para tentar conseguir algumas aprovações de forma mais rápida.
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